Minha presa de sorriso aberto

02/10/2009

 


Divagando entre o espaço que nos separava, me dominas com a supresa, envolve seus braços esculpidos em minha cintura, retira o meu ar, sufoca meus anseios com sua língua libidinosa, enrosca os meus cabelos entre os seus dedos.
Ergue-me até sua cintura, enlaço minhas pernas por volta do seu tronco esculpido por Zeus, sinto sua rigidez tocar minha pele, desperta o meu desejo...
Atiro-me em seus braços, cravo minhas unhas em seu peito para delimitar minha posse, minha presa de sorriso aberto.
Nossos aromas já deslizam pelo ar quente que nos envolve, meus lábios frios e úmidos desbravam o seu ser, contornam os seus traços, encontram o paraíso...
Meu hálito gelado entra em choque com o calor que emana da dilatação do seu membro rígido, passeio pela glande vermelha que já começa a dar sinais de erupção.
Roço minhas extremidades pontudas em sua cútis, elas o cortam como o raio perfura os céus.
Tamanha é a excitação que tu devastas a minha fonte de prazer...
Ritmos incertos, nossos corpos entrelaçados, nos leva do júbilo ao extremo êxtase.
Explosões de sentidos!
Deparo-me então me deliciando com um cálice perfumado de seu sangue...

2 comentários:

ENIG BÂES disse...

Versos subversamentes sombrios e devassos!Grande inspiração lírica soturna...

AleeGeraldes disse...

Bem como não sei expressar mt bem oq falar vou soh falar uma coisa....
Escrita mt boa... e em geral fiko mt legal viu