Apenas um sonho

29/12/2010

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Sua respiração aqueceu minha nuca fria, o sussuro, o pedido...
"Me prende em suas pernas"
Como recusar algo para a minha presa favorita?
Se queres mesmo perder sua vida em meus braços mórbidos, quem sou eu para negar suas súplicas?
É o que mais desejo...
Te pego de jeito, te aperto e te queimo...
Te prendo em minha cama, algêmas do pecado
Minha dança voluptuosa, abre as cortinas de um passado...
Um rebolado, um tirar de roupa acalorado, um beijo roubado...
Línguas enroladas, corpos entrelaçados, suores compartilhados...
Sua pele arde em mim...
Seus dedos puxando meus cabelos, seus beijos...
Entre em mim... possua-me como jamais tomou alguém...
Pois te morderei como jamais matei alguém...
Meu canino... tua marca...

Mais um adeus

12/05/2010

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E cá estou eu novamente abandonada a janela, com meu cálice de vinho tinto e minha velha companheira... a solidão...
Somente tu es minha fiel escudeira!
É o preço que pago pela minha eternidade...
Ter o infinito ao meus pés não é assim tão vantajoso...
Vejo minhas presas mais cativas se irem, se apaixonarem por novas rainhas, idolatrarem a juventude da vida, algo que não posso oferecer...
Minha beleza intacta é um produto da morte
Minha pele não tem o calor dos jovens
Não possuo o frescor da felicidade, afinal ela nunca me acompanha...
São apenas furtivos momentos...
Pois sempre acabo me despedindo de meus carinos...
E sempre acabo triste e só... contando os dias... os anos... os séculos...

Calando um mentiroso

16/04/2010

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Você vem assim todo faceiro, se fingindo de inocente, fazendo pouco caso...
Pensas que pode brincar com a lucidez dessa menina?
Envenena a alma, instiga o ódio e rancor
O que queres de mim?
Me jogar no fundo do poço de um hospício abandonado?
Por que esfregas suas mentiras deslavadas na minha face maltratada?
Ainda não percebeu que está brincando com fogo meu caro?
Sabe o que adoro fazer com seres falsos iguais a você?
Passo minha lâmina suavemente na pontinha da língua, quando ela já estiver sangrando o suficiente, cravo a ponta da faca no meio da serpente venenosa, um belo adorno, não achas?
Mas como gosto muito de enfeites, uma jóia só não me basta...
Minha corrente de espetos invertidos tem destino certo... onde poderia ser? Mas é claro, o pescoço frágil de alguém tão desprezível...
É tão delicioso ver o sangue escorrendo por cada oríficio, manchando a pele alva, saborosamente mórbido...
E por que parar por aí? A ocasião pede muito brilho!
Pregos cravados em cada dedo, ficam lindas as tachinhas estampadas como anéis!
Mas ainda está muito opaca essa mão, é preciso arrancar as unhas... de que forma seria? Que óbvio... as arranco com o alicate, não é com ele que as moças finas cuidam de seus cascos? Pois então, posso perfeitamente subverter seu uso...
Só que ainda falta algo? Não está me agradando essa situação, ainda há pouco sangue e pouquissímos gritos vindos de uma garganta temerosa...
Ah sim, como poderia esquecer?! Que melhor presente eu poderia dar a um mentiroso, do que uma carícia em suas genitálias?
Suavemente unhas cravadas na pele fina de um saco escrotal, ínicio do díluvio, e claramente, que não posso deixar de beijar tais feridas e abri-las mais com meus dentes vampiricos... de tão sedenta, sempre acabo separando paus e pedras...
Mas que delícia desfrutar de tal imagem!
Quem quer se o próximo a brincar comigo de a gata pega o rato?

Faça o que eu disser

04/04/2010

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"If I take you from behind
Push myself into your mind
When you least expect it
Will you try and reject it
If I'm in charge and I treat you like a child
Will you let yourself go wild
Let my mouth go where it wants to"
Sim, eu estava enlouquecendo com aquela mulher na pista... sua dança provocativa...
se contorcendo conforme minha pulsação surgia...
Parecia que ela seguia o ritmo de meus batimentos cardíacos...
Não iria rejeitá-la, deixaria sua boca ir onde quisesse...
"Give it up, do as I say
Give it up and let me have my way
I'll give you love, I'll hit you like a truck
I'll give you love, I'll teach you how to ..."
Farei tudo o que você quiser...
Tudo do seu jeito...
"I'd like to put you in a trance, all over
Erotic, erotic, put your hands all over my body "
Minhas mãos pelo seu corpo já me colocam em transe...
Sua língua quente lambendo minha pele...
Seus suspiros ao meu ouvido...
Seus gemidos molhados...
A força de sua mordida incendiando meu ser...
"Once you put your hand in the flame
You can never be the same
There's a certain satisfaction
In a little bit of pain
I can see you understand
I can tell that you're the same
If you're afraid, well rise above
I only hurt the ones I love"
Você me dizia...
Minha vampira...
Me ajude a superar o medo de morrer pelos seus desejos...

Minha maldição

29/03/2010

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Fazem 2 meses que estou nessa clínica de reabilitação, o tratamento é doloroso e parece que não evoluo em meu quadro dependente...
A verbena se misturou ao meu sangue e por mais que eu tente não consigo parar de deseja-lá...
Lembro do seu cheiro e a loucura domina meus olhos, a insanidade toma conta do ser e não há algêmas que me segurem nessa cama...
Perco a razão e arrasto o que vier a minha frente... já não há nada em meu quarto... apenas a cama em que me amarram todas as noites e o vazio... vazio que toma a minha alma...
É ao cair do luar que está o perigo, eram nesses momentos que me entorpecia, que saia de meu corpo e me deixava dominar pela erva... as lembranças das alucinações são tão nítidas que muitas vezes me vejo enroscada em seu calor e tocada por sua pele, então me descontrolo, fico cega, não sinto a realidade, embarco nos sonhos e quando volto a mim, percebo que matei mais um enfermeiro e estou lambendo o néctar que escorre das feridas que fiz sem nem ao menos perceber... olho-me no espelho e não vejo nada... apenas aquele novo cadáver que acreditou ser capaz de deter meus devaneios...
Como sinto saudades de ti, minha verbena... vício maldito que me tirou das caças!
Meus aliados não confiam em me deixar sozinha pelas ruas novamente, eu estava descontrolada, matava quantos pudesse em uma noite... os humanos já começavam a desconfiar de nossa existência... não teve outra saída... fui enjaulada nesse quarto branco até me desintoxicar, mas será que conseguirei?
Parece-me tão surreal esquecer o gosto, o cheiro e o ardor que a verbena me trazia...
Maldição...

Não adianta lutar... é fato

19/03/2010

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Uma vida inteira de me come, me cospe e me deixa, distorce qualquer humanidade presente em um ser tão descrente do mundo.
Logo, o que esperas de uma ex humana assim?
Cres de fato que após a imortalidade e o despertar animal, poderias dominar tal fera?
É hilário ver a inocência dos humanos, a capacidade que eles tem de se acharem os reis do universo, quanta piada esdrúxula.
Acreditas que pode me coagir e ficar impune?
Não fui transmutada para obedecer ordens de seres tão inferiores.
Humanos pra mim são apenas presas: alimento e diversão!
Dominados pela minha sedução, pelo meu mistério, atraidos pelo meu corpo, pelo meu cheiro e rendidos as minhas mordidas sangrentas...
Meu toque, meus lábios percorrendo peles alheias, meu olhar fatal... incendeiam, despertam desejos e instintos...
Não te culpo por perder a lucidez, minha natureza proporciona isso...
Provar de minhas tentações é se abrir para a insanidade!
Não pense que podes ganhar a batalha, já estas vencido a muito tempo, desde que entraste no meu caminho... a rendição é garantida e a morte é certa...

Interrogações

15/02/2010

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Verdade: "conformidade com o real; coisa verdadeira; princípio certo".
Mas o que é real?
O que é certo?
Quando tento me recordar da vida humana que já tive um dia, doe em minha alma.
Não consigo distinguir o que foi real ou não, são lembranças deturpadas, milhares de vozes entrando em conflito e não tenho a "verdade".
Não tenho um passado, pois não sei o que vivi.
Angústia maior é quando, hoje, olho no espelho e não vejo nada... não há reflexo, não há "coisa verdadeira".
Quem sou?
O que sou?
É certo matar para se alimentar?
Ou melhor, é certo matar por prazer?
Meu algoz me matou apenas pelo prazer de um gozo fugaz.
Arrancou-me da vida com apenas uma mordida.
Petrificou meu coração e me deixou sangrando na vala até a total transmutação.
Sozinha... completamente sozinha...
Por que escolheste a mim?
Qual é a verdade?

Olhos amarelos

07/02/2010

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Suor escorrendo pela face, pele se esfriando, palpitação acelerada, tremores intercalados, sussuros repimidos e o despertar enlouquecido...
Um pesadelo, não passou de um pesadelo...
Mas por que ainda não ouço nenhum ruído?
Abro a janela e vejos as ruas vazias iluminadas pelo luar... nenhum humano...nenhum aliado...apenas o vazio...
Caminho pela estrada em busca de uma batida de coração...nada...
Finalmente um casebre! A porta não mostra nenhuma resistência, os móveis totalmente empoeirados, aparentemente faz anos que não há um ser habitando tal residencia... para onde foram todos?
Estou completamente sozinha nessa cidade, quem sabe no mundo...
O silêncio é estarrecedor... os tímpanos entram em uma sintonia tão morbida que até choram sangue...
O vazio...
Espere, sinto uma presença a me seguir, quem será?
Não vejo nada ao meu redor, apenas sinto uma vigilância em meu encalço...
Os olhos amarelos...
Pequenos olhos amarelos me vigiam, o corvo da morte...
Sobrevoa o caminho do meu destino...
Ave negra, serás tu a única companheira de minha solidão?

Paradoxo

05/02/2010

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Maledicentes anunciam aos quatro ventos que tu querias apenas o meu sexo, até tu já pronunciaste essa blasfêmia, mas será que realmente acreditas nisso?
Seus atos, suas palavras doces, seu pedido de colo e clemência me soaram carregados de outros sentimentos
Meu corpo é seu desejo!?
Sim e de tantos outros
Mas não o possuia apenas pelo gozo, tu querias que eu voasse contigo, querias me mostrar que o céu não possui limites para o filho de Zeus
O meu ser era pra ti um objeto de posse, não querias compartilhar com os abutres que te cercavam, eu era a presa especial, aquela que supria suas dores, que afagava suas lágrimas, que remoia suas lembranças mais íntimas, mas aquela capaz de te ofertar a absolvição dos seus pecados
Seus olhos não me viam como carne de açougue
Suas mãos não me seguravam como a comida de um faminto
Seus beijos não me secavam a boca como a de um sedento
Não abririas seu coração de pedra e tiraria sua máscara a apenas uma meretriz sem valor
Eu não era a sua prostituta de luxo
Ofertas de sexo não lhe faltavam
Mas era sempre em meu leito que terminavas a noite, assim como era pelos meus chamegos que adormecia em meu peito
Fui seu porto seguro, fui seu descarrego, fui sua amante, fui sua rainha, mas pra que?
Para vestir sua máscara de assassino novamente e dizer que me usou?
Tens medo do amor?
Tens medo de amar e ser amado?
Não é porque confiaste em uma pessoa nefasta que todas as outras serão
Aliás nem humana eu sou, porque achas que seria tudo igual?
Não te dei o meu sangue para compartilhar comigo a eternidade!? O que mais querias como prova de lealdade?
Minha criança apavorada...
Costuraste meus olhos para não admirar mais o seu sorriso
Quanta traquinagem...
Mas do que adianta as linhas prenderem minhas pálpebras se te vejo claramente em minha mente
Ou melhor se te sinto tão intensamente em meu coração insano?
E agora, que máscara queres que eu vista?
A de meretriz assanhada?
A de vítima apavorada?
Ou de eterna apaixonada?
Ops! Esqueci de te falar não uso de tal adorno, pois não tenho medo de anunciar o caos de minha insanidade...

Dor da ausência

04/02/2010

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A noite está muito quente, parece que me falta o ar, a nossa música ecoa no espaço, minha mente entra na sintonia, meus devaneios vão ao céu.
Lembranças...
Lips like sugar...
Gotas de orvalho em meu olhar...
Amar e amar...
Every me and every you...
Seu corpo aquecendo o meu, seus lábios carnudos tirando-me do chão, suas mãos contornando o meu ser, sua respiração em meu pescoço, seu cheiro embriagante e seu sangue que entorpece minha língua...
Como sinto sua falta meu Lord!
Dos instantes em que vivi ao seu lado, antes de você me lançar ao fogo do inferno e me condenar com a eterna solidão...
Como sinto falta dos momentos em que cravei minhas unhas na sua pele de carmim, das mordidas que sentiam o gosto de sua carne, de beber o seu sangue em meio aos meus gemidos, de sentir sua boca me sufocar, de sentir seu corpo me prencher com a força dos deuses, de quando seus dedos se enroscavam em meus cabelos e me puxavam pra perto de ti, de matar a sua sede...
Por que partiste?
Por que só eu consigo ouvir a música?
Por que só eu flutuo ao admirar seu sorriso?
Por que só o meu sangue ferve ao te tocar?
As chamas do inferno não queimam tanto como você...

23/01/2010

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Estou com muita fome, faz muito tempo que não bebo um sangue fresco, quero uma presa fácil, a qual possa rasgar-lhe a jugular, sugar o líquido que jorrará intensamente, não satisfeita cortar-lhe os pulsos com minhas unhas afiadas, apreciando cada góticula que escorrerá lentamente, e para finalmente me deliciar, abrirei seu tórax com minhas mordidas sedentas e dilaçarei seu coração... assim como fizeram um dia com o meu...

Vamos brincar de julgamento?

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Vamos brincar de julgamento?
Eu julgo
Tu julgas
Quem julgará corretamente?
Não queira ser o dono absoluto da verdade e condenar as minhas falhas
Não busco santidade
Sei dos meus erros e dos meus acertos
Não tenho medo de assumir os meus atos
Muito menos os meus sentimentos
Não me tornei uma assassina fugindo dos julgamentos
Tenho várias mortes em meu passado e terei inúmeras outras em meu futuro
Mas isso não te dá o direito de apontar-me o dedo e me chamar de assassina!
O que tu es, se não um ser que se escondes por trás de uma armadura vazia
O héroi dos humanos!
A quem queres proteger, se nem a tu mesmo consegues!?
Que culpa tenho se minha voz é tão sedutora quanto o canto das sereias?
Que culpa tenho que consigo ler as almas perturbadas e elas vem até a mim?
Me julgas cometer tantos erros assim...
E tu, já se olhaste no espelho?
Es tão invensível assim?
Es capaz de assumir seus erros, seus medos, suas desconfianças e inseguranças?

Morte de Lilith

22/01/2010

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Minha verbena, porque foste tão sedutora assim?
Seu cheiro a penetrar em minha mente, sua pele a queimar meu corpo, seus beijos a arrancar meus delírios...
Me envolveu, me prendeu, meu vício maldito!
Agora após a overdose, só me resta a morte...
Fim dos dias em que te provei
Fim dos dias em que me declarei
Fim dos dias em que te amei
Transformaste meu coração vampiro em cinzas
Confiei a ti a minha alma e tu brincaste de inquisidor e me queimaste no fogo do inferno
Por quê?
Porque querias ver minhas lágrimas de sangue rolarem pela minha face alva?
Porque querias beber de meu sangue se não desejavas se unir a mim?
Tu quiseste ser rei destruindo sua Lilith...
Meu doce menino...
Enterraste a amavél vampira que afagava seus cabelos, aparava suas lágrimas mágoadas e matava seus desejos...

Ainda não é hora de ir

13/01/2010

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Ah meu querido menino, por que fostes me tirar do controle?
Jamais tive intenção de ferir-te tanto assim, oh meu amado, por que me deixaste tão sedenta pelo seu corpo?
Agora estais aí, entre a vida e a morte... dilacerado pelos meus desejos... não podes me deixar meu amado...como sobreviverei a eternidade sombria sem o calor do seu corpo... sem meu brinquedo preferido?
A noite estava tão quente e eu estava tão sedenta, uma mistura perfeita para explodir meus instintos e tu ali preso a me olhar, implorando por liberdade, desejando possuir-me por inteira...
Por que fui ceder aos seus olhos castanhos de menino inocente? Minha perdição...
Te libertei... para o beijo da morte...
Mal sentiu o alívio das algêmas me atiraste na cama, rasgaste minha roupa com tal ferocidade que acordaste meus caninos... seu cheiro enlouquece minha mente, sua pulsação acerelada regada de adrenalina me toma o ser, quero possuí-lo...
O filho mais belo de Zeus, moldado por Afodite, minha obra de arte mais perfeita... meus olhos castanhos dissimulados, minha boca carnuda, minhas costas largas e douradas, meus braços musculosos de um contorno minuncioso, meu peito largo coberto pelos pêlos mais acolhedores, minhas coxas grossas e volumosas, meu membro... ah meu membro... grosso,suculento e tentador... tudo meu! Meu menino...minha presa...minha verbena...
Suas mãos não continham a emoção, apalpava-me intensamente, deixava suas marcas de desejo, sua boca acariciava meu pescoço, tirava-me o folego com beijos sufocantes, arrancava-me a alma...
Nossos corpos unidos pelo sexo, prencheste o vazio que me tomava, arrancava-me sussuros ao pé do ouvido, gemidos contidos...
Cavalga-me ora lentamente, ora intensamente, o ritmo da loucura, minha insensatez...
Seu suor a banhar minha pele gélida, aquece meus devaneios... arrancam-me gemidos incontrolados, desperta o ser irracional...
Não consigo me controlar mais meu amado...
Sua respiração ofegante desperta meu líbido, faz-me molhar seu ventre...
Cravo minhas unhas em suas costas, começa a minha perdição... o cheiro das gotículas de sangue me insandecem...
Travo seu corpo em meio as minhas pernas insasiaveis, suas costas se tornam emaranhados de arranhões e seu pescoço é meu último fim, perfuro-te com meus dentes mais afiados e sugo-lhe o sangue que tanto me desperta, seu membro se enrijece ainda mais dentro de mim, perfuro-te mais e mais... a força com que me penetras faz explodir nosso êxtase...
Embriago-me de seu sangue, sua vida se extingue em meio aos meus lábios... é então que percebes a morte aproximar-se, puxa meus cabelos e arranca minha boca da sua jugular... porém tarde demais... suas forças já se esvaem...
Por favor meu menino não morra agora... tens muito o que me saciar ainda...
Meu pecado mais sublime...

Insásiavel

10/01/2010

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"Você é insásiavel!"
Sim, meu caro, completamente insásiavel e sedenta...
Seu corpo é meu tesouro mais precioso...
Na noite em que te encontrei já senti meus instintos se aflorarem com o aroma que seu sangue exalava, era inevitável não te querer como minha presa cativa. Por isso estáis aqui acorrentado pelos pulsos, nu, exibindo toda essa silhueta esculpida por Zeus...músculos definidos, costas largas, peito entrecoberto, coxas salientes e um membro grosso e suculento...
Meu brinquedo!
Uso e abuso ao meu bel prazer... minha carne, meu sangue, meu néctar...
Minha verbena... a qual desfruto a hora que quero...dilacero a meu gosto...
Quão bom é ver seu líquido vermelho escorrendo pelos orifícios que fiz com meus caninos sedentos, visualizar seu desejo de ser libertado e poder me dominar... loucura sem fim...
Sentir seu fluído se misturar ao meu, aroma do pecado!
Consegues por fogo em um corpo de gelo...
Minha presa... meu doce menino...

Não tenho medo

01/01/2010

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Sou o que sou e me respeitem por isso
Se sugo o sangue que percorre veias alheias, faço para me alimentar
Se o meu jeito te incomoda se afaste de mim, não pedi que idólatrasse o monstro que sou...
Só eu sei o que sou e o que vai em meus pensamentos
Não tente mandar nos meus desejos
Posso não obtê-los mas jamais terei medo de alcançá-los...
Não tente apagar o que se passou, ninguém é capaz de arrancar de mim o que sinto...
Certas presas, por mais ariscas que sejam, são inesquecivéis...
Ninguém é capaz de prever se sofrerei nas minhas caças noturnas...
Não tenho medo de percorrer as ruas solitárias em busca de comida, se não o fizer o que será de mim?
Não tente me por medo, não tente dizer o que será o amanhã...
A noite ainda não caiu...
E principalmente jamais me compare a outras vampiras promíscuas, que não controlam seus instintos e se contentam com qualquer tipo de sangue e sujam sua pureza vampiresca!
Sou insaciavél, porém muito seletiva, não permito que qualquer sangue humano percorra em minhas veias...
Tolo es tu que tem medo da minha eternidade e do poder que posso proporcionar...
Com sua relutância podes perder o maior bem que poderia ser dado a um relez humano...
Idiota! Crês realmente que es capaz de ter tanto domínio assim sobre o que sinto e o que devo fazer?
Sou uma vampira e não uma menina indefesa...