Calando um mentiroso

16/04/2010

 


Você vem assim todo faceiro, se fingindo de inocente, fazendo pouco caso...
Pensas que pode brincar com a lucidez dessa menina?
Envenena a alma, instiga o ódio e rancor
O que queres de mim?
Me jogar no fundo do poço de um hospício abandonado?
Por que esfregas suas mentiras deslavadas na minha face maltratada?
Ainda não percebeu que está brincando com fogo meu caro?
Sabe o que adoro fazer com seres falsos iguais a você?
Passo minha lâmina suavemente na pontinha da língua, quando ela já estiver sangrando o suficiente, cravo a ponta da faca no meio da serpente venenosa, um belo adorno, não achas?
Mas como gosto muito de enfeites, uma jóia só não me basta...
Minha corrente de espetos invertidos tem destino certo... onde poderia ser? Mas é claro, o pescoço frágil de alguém tão desprezível...
É tão delicioso ver o sangue escorrendo por cada oríficio, manchando a pele alva, saborosamente mórbido...
E por que parar por aí? A ocasião pede muito brilho!
Pregos cravados em cada dedo, ficam lindas as tachinhas estampadas como anéis!
Mas ainda está muito opaca essa mão, é preciso arrancar as unhas... de que forma seria? Que óbvio... as arranco com o alicate, não é com ele que as moças finas cuidam de seus cascos? Pois então, posso perfeitamente subverter seu uso...
Só que ainda falta algo? Não está me agradando essa situação, ainda há pouco sangue e pouquissímos gritos vindos de uma garganta temerosa...
Ah sim, como poderia esquecer?! Que melhor presente eu poderia dar a um mentiroso, do que uma carícia em suas genitálias?
Suavemente unhas cravadas na pele fina de um saco escrotal, ínicio do díluvio, e claramente, que não posso deixar de beijar tais feridas e abri-las mais com meus dentes vampiricos... de tão sedenta, sempre acabo separando paus e pedras...
Mas que delícia desfrutar de tal imagem!
Quem quer se o próximo a brincar comigo de a gata pega o rato?

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