Vazio

29/06/2009

1 comentários  


Mais uma noite de caça...
Mais uma noite que me vejo como uma assassina...
Mais uma noite que volto sozinha ao meu lar...
O cheiro da morte que impregna em minha pele é o meu companheiro mais cativo.
O mal de se ter conquistado... Ou será amaldiçoado? A eternidade é que nossa eterna companhia é a solidão!
Por mais que aprisionemos nossos humanos mais "queridos" (se é que um vampiro pode sentir algo por alguém...), eles definham com o tempo e morrem. Mesmo que criemos um novo vampiro, com o passar dos dias o encanto do nascimento vai se apagando, a rotina vai se alastrando e cada um segue seu rumo...
E o que me resta é novamente esperar o sol se pôr e vagar sozinha pelas ruas da cidade atrás da minha próxima vítima, sugar-lhe toda sua essência e descarta-la como uma carta de baralho inútil!

Último suspiro

26/06/2009

1 comentários  


Estava frio, o vento cortava minha face, se eu não fosse tão fria quanto, provavelmente já estaria toda trêmula. Caminhava em busca de uma presa fácil, as ruas estavam escuras e desertas, já era bem tarde, só conseguiria achar um mendigo, uma meretriz ou algum arruaceiro inútil, porém para minha surpresa me surge um vulto alto e forte.
A caçada estava lançada! Comecei a segui-lo, até encurralá-lo em um beco pouco iluminado. Pela silhueta parecia ser um homem alto e bem musculoso. Ele se virou e tirou o capuz que cobria o seu rosto: era um giovanetto! Tão belo! Um rosto alvo como o márfin, olhos negros como a morte e uma boca carnuda, um poço de desejo.
Perguntei a ele qual era o seu nome. Ele apenas sorriu, foi quando senti um arrepio subir pela minha cútis, como poderia acontecer isso? Um ser com os olhos da morte e um sorriso vindo da luz.
Mal havia voltado de meus devaneios quando senti meu corpo ser lançado contra uma parede, o seu hálito quente rossou meus lábios e um beijo foi roubado.
O que era isso? De caçadora virei uma caça?
Seu beijo era envolvente, feroz, como se quisesse matar a sua sede com a minha sáliva. Ele prensou o meu corpo com o seu peito largo, me envolveu pela cintura e me ergueu, fazendo minhas pernas se entrelaçarem em seu quadril viril. Sentia perfeitamente o seu pulsar, minhas mãos acariciavam suas artérias convidativas, aquela ferocidade só aumentava ainda mais meu desejo pelo seu sangue, despertava em mim o meu lado mais primitivo e voraz.
Deslizei pelos seus braços e fui de encontro ao seu membro rígido, suavemente minhas mãos sentiram o seu formato, até que minha boca o envolveu. Meu giovanetto gemia de prazer e isso só me excitava ainda mais, já não me importava com a pressão que os meus caninos exerciam sobre os meus lábios, só queria acariciar sua virilidade.
Quando ele estava quase chegando ao êxtase me afastei e enlacei os meus dedos em seus cabelos, suavemente minha língua passeava pela sua jugular, mal sabia o perigo que corria.
Alucinado de desejo arrancou meu vestido e passeou seus lábios carnudos por todo o meu ser. Já não me contia, queria possuí-lo, meu corpo clamava pelo dele!
Novamente sua boca me dominou, foi quando senti seu membro entrar em mim. Seus braços bem definidos me seguravam com força, os ritmos ficavam mais intensos e rápidos, a cada gemido meu mais intensamente ele me penetrava.
O descontrole me tomou e mordi seu pescoço, sangue doce e quente. Sentia a cada gota a sua adrenalina e seu apetite sexual.
Era o que bastava para o meu giovanetto jorrar sua semente em mim. Um topor indescritível o possuiu, o prazer do gozo junto à sublime sensação de sua vida esvair-se.
Seus braços afrouxaram o meu corpo, então cravei mais fundo os meus caninos e o suguei até o último suspiro, mistura de dor e êxtase.
Como era belo o meu giovanetto...

25/06/2009

1 comentários  


Por que queres me vigiar meu senhor?
Por que põe os seus capangas a me seguir?
Do que tens medo?
Não sabes tu que sou apenas sua?
Que jamais deixarei outro Lord sugar de meu sangue?
Depois que senti seus caninos furarem minha pele, não desejo que outrem tenha os mesmos privilégios...
Meu sangue é teu meu senhor...
Não ponha mais seus cães ferozes ao meu encalço!
Se não terei que fugir e desaparecer ao luar...

Saudades...

23/06/2009

1 comentários  


Novamente estou cá
a te esperar...
Minha doce menina!
Deitado ao luar
Fico a divagar
Relembrando o seu olhar...
Nos seus beijos já sinto o gosto do seu sangue...
Maldito seja o teu néctar!
Sangue viciante
De um sabor delirante!
De um aroma penetrante...
Cade tu? Minha menina...
Por que se escondes na escuridão da noite?
Tens medo de se perder nos braços desse ser vampiresco que te tirou a vida?
Não fujas de mim menina...

Existem?

22/06/2009

0 comentários  


Vampiros...
Existem ou não existem?
Bebedores de sangue malignos ou semi-deuses?
Loucos, insanos?
Demônios?
Eis a resposta...
Quem é normal nessa vida?
Quem vive o tempo todo na realidade?
Quem é completamente mau ou completamente bom?
Quem já não quis ver o sangue de alguém jorrar? Seja por prazer ou por ódio...
Reflita...
E veja se você é um vampiro, ou tem a alma de um, ou apenas é uma presa...

21/06/2009

0 comentários  


Sinto cheiro de sangue fresco e doce
Mas não é um sangue qualquer
Desses humanoides baixos e imundos
É um aroma diferente...
Refinado...
Saio a caça, mas a presa é sagaz e me escapa
Mas não será por muito tempo...
Te buscarei na noite mais gélida
Para que seu sangue aqueça minha pele fria
E eu possa saciar a minha sede do dia!

0 comentários  


A noite está perfeita para uma grande caça
Bem sangrenta
Na qual eu possa despertar meus instintos mais primitivos e formar um grande exército

0 comentários  


Hoje a noite está bela para me esconder nos becos da cidade e buscar uma presa fácil, a qual possa rasga-la com os meus caninos e sassiar toda a minha sede e depois descarta-la como uma reles carta de baralho...

1 comentários  


Maldito seja o dia que você cruzou o meu caminho
Que me mordeu na penumbra
Me hipnotizou com o seu canto
E me fez sentir o néctar dos deuses: o seu sangue
Sua boca delirante
Seu sorriso fascinante
Seu cheiro penetrante
Seu sangue embriagante
Ser das sombras que não me sai do pensamento
Personificação do desejo
Máscara de mistério
Ai de mim....
Pobre aprendiz!

O encontro

2 comentários  


Era uma gélida noite de outono quando você me apareceu
Vagava eu pelos becos da cidade e você me surge esplendorosa em meio à neblina
Pensei estar sonhando
Era algo muito surreal... uma Vênus me aparecer assim...
Você veio caminhando em minha direção
Passos suaves
Quadris balançando no ritmo do meu coração
Seu perfume foi se aproximando
Seu semblante foi se revelando
Era alva como a neve
Boca de carmim
Olhar oblíquo e dissimulado
A cada passo que davas, mais meu coração acelerava
Até que chegastes em mim e sussuraste em meus ouvidos:
"Desejo o teu sangue
Teu perfume é inebriante
Quero sentir esse néctar percorrer pelo meu ser..."
Suas palavras soavam como o canto da sereia
O canto que enfeitiça...
Quando os meus olhos cruzaram os seus
Senti-me afogado por um mar de mistérios
Você me lançou um leve sorriso
Até que as curvas carnudas de seus lábios repousaram em meu pescoço
Senti seus caninos me furarem e me levarem a alma
Tu me sugaste todo sangue
Depois olhaste para mim e sorriste como uma deusa
Seus lábios ainda marcados pelo meu fluído foram irresistiveis para mim...
Tomei-a pela cintura e a beijei freneticamente
Como tu es doce e encantadora...
Você passou as mãos por entre meus cabelos e me afastaste de ti
Completamente hipnotizado apenas obedeci...
Então seu canto soou novamente:
"Teu sangue é como o Pinot Noir...
Doce e com um aroma primoroso...
Completamente viciante...
Agora tu es imortal
E minha marca ficará em ti para toda a eternidade..."
Eu não conseguia acreditar...
Mas você estava completamente certa...
Jamais te esquecerei minha Vênus oblíqua e dissimulada...