Vazio

29/06/2009

 


Mais uma noite de caça...
Mais uma noite que me vejo como uma assassina...
Mais uma noite que volto sozinha ao meu lar...
O cheiro da morte que impregna em minha pele é o meu companheiro mais cativo.
O mal de se ter conquistado... Ou será amaldiçoado? A eternidade é que nossa eterna companhia é a solidão!
Por mais que aprisionemos nossos humanos mais "queridos" (se é que um vampiro pode sentir algo por alguém...), eles definham com o tempo e morrem. Mesmo que criemos um novo vampiro, com o passar dos dias o encanto do nascimento vai se apagando, a rotina vai se alastrando e cada um segue seu rumo...
E o que me resta é novamente esperar o sol se pôr e vagar sozinha pelas ruas da cidade atrás da minha próxima vítima, sugar-lhe toda sua essência e descarta-la como uma carta de baralho inútil!

1 comentários:

Unknown disse...

Primeiro Ensaio.
O mote de sua poesia passeia pelo conceito "vampiresco" que até lhe assume o visual, a atitude e teu ser. No entanto, se você deseja traçar linhas mais "consistente", prezo que vc viva o personagem, não sei do quanto o personagem vive em vc, mais para riqueza do texto, vc teria duas linhas para seguir, a primeira no momento da concepção da poesia, ser o personagem, ou a segunda ser simplesmente vc, sem a interferência de um personagem ou tipo.
Bjs.