Ainda não é hora de ir

13/01/2010

 


Ah meu querido menino, por que fostes me tirar do controle?
Jamais tive intenção de ferir-te tanto assim, oh meu amado, por que me deixaste tão sedenta pelo seu corpo?
Agora estais aí, entre a vida e a morte... dilacerado pelos meus desejos... não podes me deixar meu amado...como sobreviverei a eternidade sombria sem o calor do seu corpo... sem meu brinquedo preferido?
A noite estava tão quente e eu estava tão sedenta, uma mistura perfeita para explodir meus instintos e tu ali preso a me olhar, implorando por liberdade, desejando possuir-me por inteira...
Por que fui ceder aos seus olhos castanhos de menino inocente? Minha perdição...
Te libertei... para o beijo da morte...
Mal sentiu o alívio das algêmas me atiraste na cama, rasgaste minha roupa com tal ferocidade que acordaste meus caninos... seu cheiro enlouquece minha mente, sua pulsação acerelada regada de adrenalina me toma o ser, quero possuí-lo...
O filho mais belo de Zeus, moldado por Afodite, minha obra de arte mais perfeita... meus olhos castanhos dissimulados, minha boca carnuda, minhas costas largas e douradas, meus braços musculosos de um contorno minuncioso, meu peito largo coberto pelos pêlos mais acolhedores, minhas coxas grossas e volumosas, meu membro... ah meu membro... grosso,suculento e tentador... tudo meu! Meu menino...minha presa...minha verbena...
Suas mãos não continham a emoção, apalpava-me intensamente, deixava suas marcas de desejo, sua boca acariciava meu pescoço, tirava-me o folego com beijos sufocantes, arrancava-me a alma...
Nossos corpos unidos pelo sexo, prencheste o vazio que me tomava, arrancava-me sussuros ao pé do ouvido, gemidos contidos...
Cavalga-me ora lentamente, ora intensamente, o ritmo da loucura, minha insensatez...
Seu suor a banhar minha pele gélida, aquece meus devaneios... arrancam-me gemidos incontrolados, desperta o ser irracional...
Não consigo me controlar mais meu amado...
Sua respiração ofegante desperta meu líbido, faz-me molhar seu ventre...
Cravo minhas unhas em suas costas, começa a minha perdição... o cheiro das gotículas de sangue me insandecem...
Travo seu corpo em meio as minhas pernas insasiaveis, suas costas se tornam emaranhados de arranhões e seu pescoço é meu último fim, perfuro-te com meus dentes mais afiados e sugo-lhe o sangue que tanto me desperta, seu membro se enrijece ainda mais dentro de mim, perfuro-te mais e mais... a força com que me penetras faz explodir nosso êxtase...
Embriago-me de seu sangue, sua vida se extingue em meio aos meus lábios... é então que percebes a morte aproximar-se, puxa meus cabelos e arranca minha boca da sua jugular... porém tarde demais... suas forças já se esvaem...
Por favor meu menino não morra agora... tens muito o que me saciar ainda...
Meu pecado mais sublime...

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