
Verdade: "conformidade com o real; coisa verdadeira; princípio certo".
Mas o que é real?
O que é certo?
Quando tento me recordar da vida humana que já tive um dia, doe em minha alma.
Não consigo distinguir o que foi real ou não, são lembranças deturpadas, milhares de vozes entrando em conflito e não tenho a "verdade".
Não tenho um passado, pois não sei o que vivi.
Angústia maior é quando, hoje, olho no espelho e não vejo nada... não há reflexo, não há "coisa verdadeira".
Quem sou?
O que sou?
É certo matar para se alimentar?
Ou melhor, é certo matar por prazer?
Meu algoz me matou apenas pelo prazer de um gozo fugaz.
Arrancou-me da vida com apenas uma mordida.
Petrificou meu coração e me deixou sangrando na vala até a total transmutação.
Sozinha... completamente sozinha...
Por que escolheste a mim?
Qual é a verdade?
15/02/2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

2 comentários:
Gostei desse ....
Um ser se levar ao questionamento é uma dadiva do pensamento... E esse por sua vez que faz um SER ser tão belo...
Triste não ter um passado próprio para recordar... mais triste ainda se perder em pensamentos sobre um passado inexiste ao invés de viver o presente...
Triste não desfrutar da eternidade, como deuses que somos... triste confundir-se com pensamentos mortais...
Me recordo de duas passagens que ilustram bem o meu pensar:
"Durma bem,
Chore bem,
Vá ao poço fundo
Sempre que puder.
Traga de volta a água,
Agitada e cintilante.
Deus não planejou que a consciência
Se desenvolvesse tanto.
Pois bem,
Diga-Lhe que nosso
Balde está cheio
E que ele pode
Ir para o Inferno"
"Àquela coisa
Que impede o nada
Como o javali de Homero
De sacudir de um lado para o outro
Suas defesas brancas
Atravessando os seres humanos
Como varetinhas
E a nada menos
Ofereço esse sofrimento do meu pai"
(Ambas de Stan Rice - 1993)
Postar um comentário