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03/09/2011

 

Menino arredio, fruto da bondade e da moral, cordeiro de abate
Acuado pela tentação devassa, o fruto proibido porém consumível
Por que foges de mim menino?
A inocência juvenil já não habita o meu ser, Lolita é morta...
A noite criou uma besta feroz, sedenta de sangue fresco, de carne humana, de paixão, de instintos e desejos
O véu que me cobre não é branco como o das virgens
O véu que me cobre é vermelho ardente, pecado iminente
Alva é apenas a pele fria que toca sua cútis ressabiada
Gelo e fogo em um mesmo corpo
Corpo este, que luta para não alcançá-lo
Por que renegas a chama que te consome? O desejo que te inflama?
O pior que ouço sua boca dizer não e seu corpo gritar sim!
Permita-se, liberte-se das amarras que te impedem de desfrutar o mais sublime Carpe Noctem...
Afague minha insanidade, deleite-se com meu néctar
Mostre-me o seu poder, transforme-me em um sua messalina...
Arranque-me da distância e jogue-me na cama
Deixe minha boca percorrer seu membro viril até a explosão dos sentidos...
Possua-me com todos os seus instintos animais e arrebata-me com a fúria bestial que adormece dentro desse ser amedrontado...

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